Connect with us

TV, Cinema e Teatro

A Família Addams (7,0)

Published

on

A Família Addams de 2019 é o primeiro da franquia feito no gênero animação, lembrando que já teve um seriado em 1964, dois filmes de bastante sucesso dirigidos por Barry Sonnenfeld e um de 1998 que é bom nem lembrar que existiu! E não haviam melhores profissionais para estarem à frente desta reinvenção!

Vernon e Tiernan foram os responsáveis pelo malucaço A Festa da Salsicha – que têm uma das cenas de orgia mais absurdas do cinema – e inserem aqui um humor sagaz desde os primeiros minutos (e a cena inicial, com Mortícia utilizando as cinzas de seus pais para se maquiar é prova disso), além de um equilíbrio de tom que agradará em cheio tanto o público infantil quanto o adulto.

E o roteiro, que flerta com questões sociais, choque de gerações, bullying e em como os padrões sociais podem ser prejudiciais, passa longe de ser inédito mas tem leveza e dinamismo, ao contrário do que ocorre com a vilã que tem motivação rasa, com boa parte das viradas (que teimam em ficarem se repetindo) e quando mudam o foco dos Addams para nos apresentarem aquele mundo mais ‘colorido’.

A Família Addams (2019) cumpre bem seu papel de apresentar para esta nova geração Gomez, Mortícia, Wandinha, Tio Chico (poderia ter mais tempo em tela) e companhia, homenageia outros filmes como Nosferatu, Indiana Jones e It: A Coisa e com pouco mais de 130 milhões de dólares nas bilheterias, pode ganhar sinal verde para a continuação em breve! Se fosse para eles finalizarem este texto, talvez dissessem algo parecido com: “este filme é ruim… e por isso eu adorei!”

Por Éder de Oliveira | Jornalista e responsável pelo site www.cinemaepipoca.com.br

TV, Cinema e Teatro

Zumbilândia – Atire Duas Vezes (7,5)

Published

on

Mesmo que o sub-gênero dos zumbis estejam saturados, é muito bom notar que alguns profissionais ainda conseguem ‘tirar leite de pedra’ e divertir os espectadores, caso do diretor Ruben Fleischer em Zumbilândia: Atire Duas Vezes e dos personagens em questão, intepretados por Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin (com menos tempo em cena e empatia dentre os quatro).

Mas saiba de uma coisa: caso não tenha visto ou não tenha curtido o primeiro filme, saiba que esta sequência não será para você, principalmente porque o roteiro é autorreferencial demais, mantém a montagem lotada de cortes rápidos, brincadeiras visuais e cenas nonsenses ao extremo.

Agora, se é fã da franquia, o espectador verá novas raças de zumbis (cada tipo com um nome diferente e hilário), inserção muito boa de novos sobreviventes (Rosario Downson e Zoey Deutch estão ótimas), além da trilha sonora arrebatadora e a renovação dos tiroteios e pancadaria naquele universo.

Por fim e não menos importante, mesmo com estes pequenos deslizes (aliás, o desfecho é um tanto anticlimático e corrido), Zumbilândia: Atire Duas Vezes me tirou várias gargalhadas e apresentou alguns jumpscares que funcionaram descaradamente. Resumindo: se Zumbilândia 3 sair… estarei nos cinemas de novo!

Obs.: fique atento à excelente cena pós créditos!

Por Éder de Oliveira | Jornalista e responsável pelo site www.cinemaepipoca.com.br

Continue Reading

TV, Cinema e Teatro

Cinema do Iguatemi Campinas terá filmes por R$ 4

Published

on

O Cinemark do Shopping Iguatemi Campinas recebe no sábado (16) o Projeta Brasil Cinemark. No projeto, os filmes nacionais serão exibidos e podem ser assistido pelo valor de R$ 4.

Entre os clássioco estão filmes como “Detetives do Prédio Azul 2”, “Turma da Mônica” e “Cinderela Pop”.

O projeto tem como objetivo festejar a história do cinema brasileiro, impulsionar os longas recém-lançados e estimular a formação de público para os filmes nacionais.

Endereço do Shopping Iguatemi: Avenida Iguatemi, n° 777, Vila Brandina, Campinas (SP)

Confira a programação no site https://www.cinemark.com.br/

Continue Reading

TV, Cinema e Teatro

Coringa (9,0)

Published

on

coringa

Depois de erros homéricos como Esquadrão Suicida ou mesmo Liga da Justiça, a Warner/DC parece ter encontrado o caminho correto e o equilíbrio em suas produções, pois Mulher Maravilha e Shazam! deram um sopro de esperança e Coringa vem para provar isto em gênero, número e grau.

Joaquim Phoenix some na pele de Arhur Fleck, expondo diversas camadas em sua persona e fazendo com que cada gargalhada se torne incômoda para o espectador. Se no primeiro ato Fleck tem postura curvada e derrotada, no terço final mostra confiança e leveza em todos os atos – e os ângulos de câmera acompanham esta jornada.

É verdade que há referências a obras primas como Taxi Driver, Laranja Mecânica e aos filmes de Chaplin, mas Coringa funciona também como filme solo. Alías, o diretor Todd Phillips, que saiu do gênero das comédias (ele quem comanda a trilogia Se Beber, Não Case!), é talentoso e surpreendente. Já Robert De Niro está a vontade, praticamente revivendo seu papel em O Rei da Comédia.

Mas, Coringa não é perfeito e peca nos excessos em certas sequências dramáticas, me fazendo lembrar de projetos de Iñarritu, sem contar que poderiam ter fechado a obra naquele “primeiro desfecho” – quem assistiu sabe do que estou falando.

Mas calma, isso é apenas uma gota no oceano… sem contar que nunca vi Gothan tão decadente e nem a família Wayne ter um foco alongado e bem trabalhado. No caso das polêmicas em cima do filme, isso só prova o quanto o público de hoje em dia é sensível para certas coisas, pois se para para analisar, verá que as sequências violentas estão lá por um propósito narrativo e diversos outros diretores e filmes já fizeram isso antes.

E pensando sobre a questão: Coringa vai dar o Oscar para Joaquin Phoenix? Veja a cena dele dançando no banheiro e me diga se o cara não merece!

Por Éder de Oliveira | Jornalista e responsável pelo site www.cinemaepipoca.com.br

Continue Reading