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TV, Cinema e Teatro

DOUTOR ESTRANHO (8,5)

Portal Hortolândia

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A Marvel Studios estabeleceu seu universo de uma maneira bastante coesa e cada vez mais adulta, principalmente se compararmos ‘Homem de Ferro’ a ‘Dr. Estranho’. É fato que houve um crescimento e um enriquecimento impressionantes nas narrativas e na gama de personagens e suas personalidades, sem contar que colocou no radar heróis tão desconhecidos quanto ‘Guardiões da Galáxia’.
A escolha inusitados de Scott Derrickson na direção e Benedict Cumberbatch como o neurocirurgião Stephen Strange já não nos assusta mais. A computação gráfica e toda a apresentação inicial é psicodelica e hipnotizante.

Já as sequências de ação, com suas milhares de camadas e seus prédios se retorcendo conseguem deixar o espectador com certa vertigem e era exatamente essa a intensão dos criadores, sem contar que conta com semelhanças com ‘A Origem’, ‘Matrix‘ e tantos outros, mas acima de tudo, tem seus próprios méritos.

A primeira parte abre espaço para a arrogância do médico e para a questão temporal, (algo bastante presente no decorrer dolonga), mas após sofrer um acidente, o doutor vê sua vida desmoronar e é nesta transformação física e, principalmente, psicológica que ‘Dr. Estranho’ encontra seus melhores momentos.

Com bons coadjuvantes como o Ancião interpretado por Tilda Swinton e um desfecho que deixará um sorriso sincero no rosto dos fãs, este arco servirá para entrarmos de cabeça numa nova fase desses heróis, ou seja, estejam prontos para ‘Guerras Infinitas’.

Assista em Hortolândia no CineSystem

Por Éder de Oliveira
www.cinemaepipoca.com.br

 



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  • Ideal para pisos frios, sintéticos ou madeira, para uma limpeza completa ou uma faxina rápida do dia a dia
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  • Alças flexíveis para facilitar o transporte e o manuseio
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Cobra Kai é apenas mais uma série nostálgica?

Portal Hortolândia

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Cobra Kai teve uma trajetória interessante desde seu ‘nascimento’. Começou sendo produzida pelo YouTube Red e, atualmente, ganhou força e prestígio com o selo Netflix. Já são três temporadas e 30 episódios (sendo que o sinal verde para a sequência já está confirmada).

            Muito mais do que apenas um programa nostálgico, o roteiro dá uma gama abrangente para dialogar com a geração antiga – que acompanhou a trilogia de Daniel San – e com os mais novos. Um exemplo disso são as linhas narrativas, pois mesmo que se entrelacem, têm características e até ritmos próprios.

            E a química entre Ralph Macchio, interprete de Daniel LaRusso e Frank Zabka, que vive John Lawrence, permanece irretocável. Tirando as devidas proporções e parafraseando o Coringa de Heath Ledger, são ‘inimigos’ que se complementam.

            Falando nisso, os responsáveis tiveram o cuidado de criar (ou manter) situações e personalidades que nos façam entender que ninguém é totalmente bom ou ruim e todos internalizam traumas e alegrias que estão refletidos em suas atitudes.

            É óbvio que Cobra Kai tem suas limitações, exageros e facilitações. Especialmente na Terceira Temporada, onde ação e consequência são levadas ao extremo – aquela sequência de Daniel no Japão mostra o quanto podem forçar a barra nas ‘coincidências’.

O ELENCO JOVEM

            Miguel, Samantha e Robby são os pilares deste elenco jovem. Mas há um desbalanceamento por aqui, pois, Xolo Maridueña, interprete de Miguel, é cativante e equilibra humor com momentos dramáticos com naturalidade.

            Já Mary Mouser e Tanner Buchanan (vivendo os outros dois personagens citados, respectivamente), não extraem ou constroem a relevância necessária. A insistência de um triângulo amoroso também poderá incomodar.

            Atente-se para nomes como Jacob Bertrand (Falcão), Gianni DeCenzo (Demetri) e Nichole Brown (Aisha).

SENHOR MIYAGI

            Se deram um espaço para os retornos de John Kreese, interpretado pelo veterano Martin Kove, e para Eli, a estonteante Elisabeth Shue (que cena magnífica a deles no restaurante!), o Senhor Miyagi precisaria ser representado de alguma forma.

            Pat Morita, ator que até foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em Karatê Kid – A Hora da Verdade, faleceu em 2005, mas a aura do velhinho que ensina artes marciais para Daniel LaRusso está lá desde os primeiros minutos.

            Portanto, Cobra Kai é mais que nostalgia barata e prova que, se tiverem respeito e coerência, até as franquias que já nem precisariam de continuações ou prequels terão sua dose de evolução.

Por Éder Pessôa

Redator Freelancer

https://ederopessoa.wixsite.com/redatorfreelancer



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O Som do Silêncio é forte, denso e merece cada indicação ao Oscar

Portal Hortolândia

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Mesmo sabendo das várias indicações ao Oscar e premiações mundo afora, fui conferir o drama O Som do Silêncio sem saber absolutamente nada a respeito da trama. E isso é algo que todos nós deveríamos fazer vez ou outra.

Digo isso porque o impacto causado, após as duas horas de projeção, não poderia ter sido tão forte. Riz Ahmed é dono do filme, já que condensa todo desespero com uma naturalidade que não via há tempos. Suas expressões, seus gestos e, consequentemente, as explosões de desespero, nos deixam boquiabertos.

O elenco de apoio também é formidável, começando por Olivia Cooke e chegando até Paul Raci. É bem verdade que gostaria de ver estes dois por mais tempo em tela, mas isso não altera o fato da importância de O Som do Silêncio.

A forma com que os profissionais técnicos e o diretor, Darius Marder, fazem as variações de som, nos ajudam a entender toda tensão inicial do protagonista, em cenas como a de Ruben Stone conversando com o farmacêutico ou quando ele está tocando a bateria dentro do motorhome.

Não há certo ou errado por aqui, pois todos têm pontos de vista pertinentes. E é aí que mora um dos maiores trunfos desta obra, pois passa longe de vitimizar Stone. Ponto para a Academia, para a Netflix e para os idealizadores. Coragem é para poucos e eles mostraram que têm de sobre!

SINOPSE:

Ruben (Riz Ahmed) é o baterista e a segunda metade de sua dupla musical Blackgammon, juntamente com sua namorada vocalista Lou (Olivia Cooke). Um ex-dependente químico e sóbrio há quatro anos, ele repentinamente começa a perder sua audição. Com ajuda de Lou e um carismático líder de uma comunidade de deficientes auditivos, ele luta para aceitar sua nova condição.

Por Éder Pessôa

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O bar, filmaço espanhol na Netflix

Portal Hortolândia

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É bem verdade que eu demorei mais do que deveria para assistir O Bar, filmaço espanhol na Netflix. Digo isso, pois já havia lido críticas extremamente positivas e recebido indicações de amigos cinéfilos. Mas, antes tarde do que nunca, correto?!

O diretor Alex de La Iglesia tem uma vasta e diversificada carreira. E apesar de já ter ido para os Estados Unidos, onde rodou um dos capítulos da antologia “O ABC da Morte 2”, é em seu país de origem que consegue maior liberdade para seu ofício. E antes deste O Bar, já tinha encantado o mundo com sua assinatura marcante em “A Balada de Amor e do Ódio”.

Aqui, ao mesclar gêneros variados como comédia, terror e drama e trazer um elenco formidável, ganha escopo para dialogar com o público sobre o abismo entre as classes sociais, a relação entre patrão e empregado e a descida moral de nossa sociedade quanto ao respeito e zelo com o próximo.

E mesmo que o filme seja de 2017, não poderia ser mais atual. Há paranoias, teorias conspiratórias de todos os tipos (até abdução alienígena é citada aqui), mentiras e uma inconstância que revela, por vezes, o lado mais perverso de cada um.

Não há vilões ou mocinhos e, numa cultura como a nossa, O Bar é um soco no estômago do início ao fim. Aquele tipo de material que te fará refletir por algumas horas.

Destaque para o design de produção, que enche os olhos em cada novo frame.

SINOPSE:

Em um bar no centro de Madri, várias pessoas tomam café da manhã tranquilamente, como de costume. Mas, quando um dos clientes leva um tiro na cabeça ao colocar os pés fora do local, o clima de tensão invade o local. Agora eles estão presos, já que temem sair do bar e também serem mortos. O problema é que a convivência com estranhos pode ser tão perigosa quanto se arriscar do lado de fora.

Por Éder Pessôa

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