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São Paulo

Covid19 leva classes média e alta de SP a valorizar o SUS, diz pesquisa

Portal Hortolândia

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Levantamento da Rede Nossa São Paulo, elaborado em parceria com o Ibope Inteligência e divulgado hoje (5), mostra que seis em cada dez pessoas pertencentes às classes média e alta da capital paulista passaram a valorizar mais o Sistema Único de Saúde (SUS) com a pandemia de covid-19. Criado pela Constituição de 1988, sob os princípios do acesso universal e igualitário, o SUS é visto pela maioria (69%) desses habitantes como a estrutura que tem evitado que as consequências da crise sanitária sejam “muito piores”. 

Das 800 pessoas das classes A, B e C que responderam ao questionário online da organização, 62% declararam não ter plano de saúde privado. O formulário foi aplicado no período 17 e 26 de abril, com pessoas de idade igual ou superior a 16 anos.

No total, 40% julgam que o governo federal deve destinar mais verbas à rede pública de saúde. Este é um dos principais fatores considerados cruciais para a mitigação dos impactos da pandemia, juntamente com as medidas de isolamento total da população (37%), a concessão de renda básica emergencial (32%) e a aplicação de testes de diagnóstico de covid-19 (30%).

O coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, avalia que a pandemia gerou reflexões essenciais sobre a responsabilidade dos governantes e as desigualdades sociais existentes no Brasil. Ao todo, 81% dos participantes acreditam que os moradores das periferias irão sofrer mais com a pandemia. “Fica, claramente, uma discussão que a sociedade tem tido, de alguma forma, sobre qual é o papel do Estado em um país em que três a cada quatro pessoas da população dependem do SUS. Então, se estamos dizendo que tem que se investir mais, valorizar o SUS, temos uma discussão sobre o papel do Estado nisso”, afirma Abrahão.

“Talvez seja um ponto de a gente fugir do debate do Estado máximo ou do Estado mínimo, mas existe um debate sobre um Estado necessário, sobretudo para um país como o Brasil, com as desigualdades que tem. O investimento público, a questão de políticas de austeridade, como você reequilibra esse processo, porque estamos vivendo com políticas de austeridade e isso hoje impede, até por conta da Constituição [Federal], com a emenda do teto [Emenda Constitucional n.º 95], que investimentos maiores sejam feitos. Como é que a gente soluciona isso diante de um problema como esse que surgiu para todo o planeta mas que estamos tendo aqui no brasil, lamentavelmente, um avanço muito forte”, complementa.

Para o coordenador, os males da pandemia no Brasil meramente exacerbam problemas que, há muito, afetam o país, como a falta de acesso ao saneamento básico e a má distribuição de renda. “Na Europa, quem mais sofreu com a crise foram os mais idosos. O recorte lá foi dado pela idade. Aqui, o que está comandando isso não é a idade, é o endereço. É o CEP que está comandando quem está correndo mais riscos. E, portanto, isso só mostra o grau de desigualdade que temos. Chama a atenção essa questão, porque esses espaços são aqueles em que as habitações são mais precárias, onde se tem menor acesso à água, ao esgoto, à saúde. É onde se reúne um grau deficitário maior”, analisa. 

“É incompreensível que a desigualdade cobre vidas das pessoas. Não podíamos deixar chegar a esse grau a desigualdade. O que está acontecendo na cidade de São Paulo e no Brasil é que a desigualdade está cobrando com vidas. Portanto, não é só uma desigualdade material. Causa indignação. Não podemos nos conformar com isso, temos como resolver. O Brasil é um país rico. A cidade de São Paulo é a mais rica da América Latina. Nós temos como fazer isso, temos que ter algum tipo de pacto. Temos que ter coragem dos governos, na verdade, para poder inverter prioridades e fazer com que os tributos das pessoas mais ricas sejam direcionados para a solução dos problemas que temos”, emenda.

Resposta do poder público

Os entrevistados também avaliaram as medidas adotadas até o momento pelos principais agentes públicos. Aproximadamente sete em cada dez entrevistados consideram adequadas as medidas adotadas pelo Ministro da Saúde (71%), pelo governador de São Paulo (68%) e pelo prefeito da capital paulista (68%). A pesquisa mostra também que uma parcela significativa não sabe opinar sobre as medidas adotadas pelos vereadores e deputados estaduais no combate à pandemia: 39% e 34%, respectivamente. Já as medidas adotadas pelo presidente da República são consideradas não adequadas por 57% daqueles que responderam a pesquisa. Sobre a troca do Ministro da Saúde feita recentemente, 30% dos respondentes apoiam a mudança.

Trabalho e renda

A pesquisa também revela informações sobre as condições laborais das classes A, B e C. Sessenta e um por cento tiveram o expediente reduzido, 21% seguem com o mesmo número de horas de trabalho, 4% tiveram a carga levemente aumentada e 3% agora trabalham muito mais do que antes da pandemia. Outros 21% ficaram temporariamente sem trabalhar, por falta de clientes ou fechamento da empresa, e 6% foram demitidos.

A parcela que informou ter perdido parcialmente a renda durante a pandemia totaliza 42%, sendo que 25% tiveram uma grande diminuição e 17%, uma pequena queda. Além disso, 22% dos respondentes ficaram sem renda nenhuma. Do universo abordado, somente 1% declarou ter aumentado os rendimentos. 

Destaca-se também que 32% das pessoas que tiveram a renda levemente reduzida tiveram a jornada de trabalho mantida ou mesmo aumentada. Entre os que ficaram sem renda, quase metade (42%) está desempregada.

A pesquisa trata, ainda, da percepção das três classes quanto aos impactos mais diretos na rotina, como convívio social e lazer, e identifica as principais preocupações manifestadas pelo grupo populacional. O material pode ser conferido no site da Rede Nossa São Paulo.

São Paulo

Fase de transição é estendida por 2 semanas e horário das 6h às 21h para comércios

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Nesta sexta-feira (7), Doria confirmou uma nova prorrogação da fase de transição do Plano São Paulo para todo o estado por mais duas semanas, até o próximo dia 23.

O estado continua registrando redução gradual de indicadores de casos, internações e mortes por COVID-19. Isso permitiu a extensão de mais uma hora no expediente de atendimento presencial, das 6h às 21h, e com limitação de 30% de capacidade em comércios e serviços não essenciais.

“É uma medida positiva e que vem no esteio de resultados que, gradualmente, estamos conquistando com a ajuda das pessoas que estão observando as orientações do Plano São Paulo, do Governo do Estado, e, principalmente, do Centro de Contingência, dos médicos e profissionais da ciência que nos assessoram”, afirmou o Governador.

“Temos que agir com responsabilidade e cautela, realizando uma abertura gradual e segura da nossa economia para evitar qualquer novo pico da pandemia em São Paulo”, acrescentou Doria.

O horário estendido das 6h às 21h vale a partir deste sábado (8) para estabelecimentos comerciais, galerias e shoppings. O mesmo expediente poderá ser seguido por serviços como restaurantes e similares, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais como cinemas, teatros e museus.

A fase de transição mantém liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social. Parques estaduais e municipais também poderão ficar abertos, mas com horário das 6h às 18h.

Para evitar aglomerações, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos liberados prossegue limitada, mas com ligeiro acréscimo de 25% para 30%.

O toque de recolher continua nas 645 cidades do estado, agora das 21h às 5h, assim como a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

“É muito importante mostrar que o esforço de todos tem valido a pena. Nós conseguimos ter uma redução de internações, casos e óbitos. Mantivemos essa desaceleração, o que nos dá o conforto por um lado, mas também a responsabilidade pelo patamar ainda elevado e manter essa gestão segura da pandemia”, afirmou a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

Nesta sexta, a taxa de ocupação de UTIs por pacientes graves com COVID-19 está em 78,3% no estado e em 76,3% na Grande São Paulo. O total de internados em UTIs era de 10.060 em todo o estado, com outros 11.260 pacientes em vagas de enfermaria.

O resumo com as medidas anunciadas pelo Governo de São Paulo está disponível na página https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_plano_sp__1__0ece10c5fe388c.

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São Paulo

Casos de chikungunya crescem no estado de SP no início deste ano

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O número de casos de chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cresceu no estado de São Paulo neste início de ano. De janeiro até hoje (5), o estado registra 2,1 mil casos confirmados da doença e duas mortes. Em todo o ano passado foram registrados 240 casos da doença, sem óbitos.

Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, há tendência de aumento da doença devido à sazonalidade, pois não houve muita intensidade nos últimos três anos.

Dengue e zika

Quanto aos casos de dengue, doença também transmitida pelo mesmo mosquito, o estado de São Paulo registrou 60,7 mil casos da doença e 12 óbitos, com dados computados até o dia 5 de maio. Em todo o ano passado foram confirmados 194.381 casos, com 141 mortes.

Em relação à zika, três casos foram confirmados no estado paulista até o mês de abril, enquanto no ano passado foram confirmados 13 casos, sem óbitos.

Sintomas

Tanto a dengue quanto a zika e a chikungunya podem vir acompanhadas de febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo, mas há alguma diferença entre elas. No caso da dengue, costuma haver uma dor atrás dos olhos. A chikungunya pode provocar dor e inchaço nas articulações. A zika, por sua vez, pode causar febre baixa e vermelhidão nos olhos.

Para combater o mosquito transmissor dessas três doenças, as pessoas devem manter os ambientes e recipientes limpos e sem acúmulo de água, que favorecem a proliferação do inseto. Segundo a secretaria, cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão concentrados em residências.

fonte ebc

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São Paulo

Tarifa Social de Gás tenta amenizar preço para pessoas de baixa renda

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Pela segunda vez no ano, o preço do gás de cozinha volta a subir e já está sendo vendido a R$ 120 em alguns estados do Brasil. Aumento no preço do botijão está levando ao desespero as famílias de baixa renda e os mais de 14,4 milhões de desempregados.

Para amenizar as consequências dessa política de preços, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) apresentou o Projeto de Lei 1374/2021, denominado Tarifa Social de Gás, que visa garantir desconto para pessoas de baixa renda na compra do gás de cozinha.

Segundo Zarattini, o governo federal adotou uma política de paridade de preço internacional. Isso quer dizer que o mesmo preço que os consumidores da Europa, dos Estados Unidos pagam pelo gás, petróleo e seus derivados é aplicado aqui no país. “Essa política está causando um prejuízo gigantesco para as famílias mais pobres porque aumentou enormemente o preço do gás de cozinha. Muitas famílias tiveram que voltar a cozinhar com lenha. É um absurdo esse aumento”.

O autor do projeto explicou ainda que o governo tem recurso disponível para implantação de desconto no preço do gás. Segundo ele, os recursos para financiar a proposta podem sair dos royalties do petróleo e da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) que é paga pelos consumidores de gasolina.

“Dinheiro tem o que precisa agora é vontade política. Queremos baratear o preço do gás para as famílias mais pobres do país que são aquelas que recebem o bolsa família ou que possuem uma renda per capita de até meio salário mínimo. Essa é a nossa proposta e o PT está nessa luta”, defendeu Zarattini.

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