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A mulher ainda é um sexo frágil? A história responde

Portal Hortolândia

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A pergunta que abre este texto é bem subjetiva, e típica de pessoas que tem ainda uma mente primitiva. Achar uma mulher frágil é ofender e subestimar a força e a garra feminina que tenta ganhar espaço em um mundo machista e preconceituoso. Vivemos atualmente uma das maiores discussões sobre o gênero e sempre observamos o quanto à mulher ainda é tratado com menosprezo. Ao contrário disso, as mulheres sempre foram uma referência na força, na perseverança e na virtude. Quem está dizendo isso não sou eu, mas sim a história, que conta e reconta em detalhes a força feminina ao logo de um contexto histórico no qual os homens sempre mantiveram o domínio.

Por exemplo, a história retrata a vida de várias mulheres fortes e sabias dentre elas podemos destacar: Cleópatra uma das mulheres mais conhecidas de todos os tempos que reinou o Egito. Joana D’Arc que foi uma das grandes heroínas da guerra dos 100 anos. Ana Pimentel Esposa de Martim Afonso de Souza que chamou a atenção por ter governado a capitania de São Vicente sem nunca ter posto os pés no Brasil.

Dandara casada com Zumbi dos Palmares ficou conhecida por ter sido uma guerreira feroz e brava na defesa do quilombo. Chica da Silva a primeira escrava negra que alcançou prestígio e riqueza no Brasil. Maria Quitéria famosa militar brasileira, disfarçou-se de homem para lutar na guerra da independência pela Brasil.

Madre Teresa de Calcutá, uma das maiores personalidades do século XX missionária católica, dedicou grande parte de sua vida aos desprotegidos e pobres da Índia.

Irmã Dulce, grande referência brasileira, religiosa que se destacou por seu trabalho de assistência e proteção aos pobres e aos necessitados. Além de ter conduzido inúmeras obras de caridade no nordeste, em especial na Bahia.

Eva Perón que foi a Segunda esposa de Juan Perón, se tornou uma das maiores líderes políticas da história da Argentina. Margaret Thatcher foi à primeira-ministra da Grã-Bretanha por 11 anos, ficou conhecida em todo o mundo como “Dama de Ferro” graças a forma dura que governava.

Maria da Penha, que foi vítima de violência doméstica pelo ex-marido, cuja sua luta e história inspiraram a lei de proteção as mulheres. Hoje é coordenadora da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações de Vítimas de Violência.

Além disso, temos a Rainha Elisabeth II, que alcançou o maior reinado da história da Inglaterra. Atualmente a rainha tem 91 anos de idade e 63 de reinado considerado o mais longo da Grã-Bretanha.

Todas essas mulheres bem como outras que não foram citadas aqui marcaram a história com suas lutas, inteligência e principalmente força. Força esse que as mulheres tentam reafirmar a cada dia, principalmente neste mês de março, o mês em que se comemora o dia internacional da mulher.

Mas afinal de contas por que dedicamos o dia 8 de março ao dia internacional da mulher? Conta à história que a origem da comemoração surgiu primeiramente nos Estados Unidos e na Europa, que contou com vários fatores dentre eles a luta por igualdades e melhores condições trabalhistas. Uma das primeiras manifestações teve registro no ano de 1857, quando as mulheres da indústria têxtil de Nova Iorque fizeram uma greve geral por melhores condições de trabalho.

Porém o dia internacional da mulher foi instituído no dia 08 de março de 1910, na famosa conferência internacional de mulheres em Copenhague na Dinamarca. Um ano depois de instituído o dia internacional da mulher, 146 operárias na grande maioria costureiras morreram no incêndio da fabrica têxtil  Triangle Shirtwaist de em Nova Iorque, incêndio esse atribuído as más condições de trabalho.

Mas o dia internacional da mulher passou por vários anos despercebido, até que no anos de 1977 as Organizações das Nações Unidas reconheceu a data e de lá para cá ela é além da festividade e comemoração a oportunidade que muitas mulheres tem para reafirmarem a luta pela igualdade de gênero.

Podemos concluir então que a própria história encarrega de responder a pergunta central do texto. A mulher não é um sexo frágil, pelo contrário, ela é bem mais forte do que muitos imaginam. É nosso dever acabarmos com essa mistificação preconceituosa, pois as mulheres hoje são mães, donas de casa, motoristas, engenheiras, pilotas, militares, pedreiras, jogadoras de futebol, dentre outras profissões que até então era dominada pelos homens, além disso, podemos dizer que as mulheres de uma forma geral são belas, recatas e do lar.

Narlon Xavier Pereira graduado em Ciências Biologias pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e mestrando em Ciências Ambientais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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Sarau do Saber debateu questões sobre o país

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Nessa última sexta (31/05) aconteceu no bairro Parque Peron, em Hortolândia(SP), o encontro “Sarau do Saber”, um bate papo entre amigos e moradores do bairro.

Os anfitriões Edvaldo Cardoso e da Iracilda Aparecida dos Santos a “Nega”, estiveram à frente desse evento.

Dentro os temas debatidos estão os últimos acontecimentos do nosso País,debate sobre os pontos mais críticos da Reforma da Previdência que está para ser aprovada pelo Governo atual e o do corte dos 30% na educação que afeta os educadores e muitos universitários.

Rosana Borbalam, educadora do ensino Estadual explicou que “No Brasil tem pessoas que apoiam e entende o que está acontecendo, tem sido perseguidos, massacrados e humilhados. Eu como educadora nunca vi tamanha absurdo, dizerem que fazemos a cabeças dos jovens, muitas vezes mal conseguimos dar o conteúdo, quem imagina que o Professor doutrina o aluno está equivocado. A realidade é outra, nos dias de hoje mal conseguimos chamar a atenção deles, imagina doutrina-los.”

O estudante Fabio Nonato também expos sua opnião dizendo “que a desvalorização da educação e dos Professores, sucateamento das escolas, não é uma crise e sim algo acidental. É um projeto e é por isso que a luta de todos nós como cidadãos para saber identificar verdadeiros projetos que está por trás da reforma trabalhista e da previdência. É lutar por aquilo que acredita e quando o povo brasileiro se unir seremos mais fortes.

O encontro foi encerrado com uma confraternização, comidas e música ao vivo.

Por Fernando Domingues

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Abandono do Estado em regiões mais afastadas do Brasil pode ser a razão para a xenofobia, afirma ativista

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Na Ilha Grande-RJ dados da violência dispararam nos últimos anos. Em todo o estado, principais tipos de roubo tiveram uma alta de 91,5% de 2010 a 2017. No Acre, número de homicídios aumentou quase 130% em dez anos, o número de mortes no estado aumentou 129,7%, aponta o Atlas da violência divulgado em junho de 2018.
O levantamento do Atlas da Violência 2018 mostrou o Acre como o quarto estado da federação com a maior variação no número de homicídios registrados em dez anos. Roraima teve uma taxa de homicídios registrada em quase 40%. No Rio de janeiro, em 2010, foram registrados 120.300 roubos no estado. Este número chegou a atingir patamares mais baixos em 2011 e 2012, mas, desde então, ficou acima de 2010. Em 2017, porém, atingiu seu auge, quando foram registrados 230.450 roubos, alta de 91,5% em relação ao contabilizado há sete anos.

Estes números mostram uma relação clara entre a violência das regiões mais afastadas das grandes metrópoles do país, a ausência do Estado, e a perda da dignidade humana, que pode levar a uma espécie de justificativa para os ataques de xenofobia que estão sendo praticados nestas regiões. É o que acredita a educadora e ativista social, Débora Braga, que dirige há mais de 30 anos projetos de resgate da dignidade humana no Rio de Janeiro e na Colômbia. Débora Braga – Ativista Dirige projeto Canoário Vera Lúcia Braga em Ilha Grande RJ

“As comunidades residentes na Ilha Grande-RJ, passam por semelhante situação de abandono do Estado Brasileiro. Na Praia da longa, por exemplo, o braço do Estado também não assegura o básico para estes cidadãos existirem de forma digna. O que conseguimos como resultado da consolidação do projeto Canoário é pouco mas nos dá sinais de que se o Estado quiser a realidade poderia ser diferente”, afirma Débora Braga.

A ativista continuou o projeto assistencial, iniciado por sua mãe e realizado há mais de 30 anos na Praia do Longa em Ilha Grande-RJ, localizada a cerca de 1 hora de barco de Angra dos Reis. O projeto ‘Canoário Vera Lúcia Braga’ auxilia crianças da comunidade com atividades de educação, artes e restauração cultural e da dignidade da pessoa humana.

“A verdade é que a Ilha Grande está mais ameaçada que nunca. Niilismo, drogadição, desemprego. As ameaças vêm de todos os lados: turismo invasivo, pesca predatória, pre-sal, entre outros. Todos estes fatores e a ausência completa do Estado fazem com que as pessoas que residem nesta região percam sua identidade, suas raízes, referências e valores. Como educadora, ao longo do tempo, pude perceber a importância que pequenos gestos tem para retomar a dignidade dessas pessoas”, afirma a ativista.

Segundo Débora Braga, em 2017 mais de 30 famílias (200 pessoas) viviam na Praia da Longa, mas o local não dispõe de postos de saúde, ou em caso de ato violento, ou necessidade de vida ou morte a defesa civil não chega a tempo. “A sensação de abandono nesta e em outras comunidades localizadas nos rincões do país é um fator essencial que precisa ser observado de perto por nossas autoridades, sobretudo neste tempo de grande inquietação global em que comunidades estão buscando refúgio fora de seus países de origem”, pondera a ativista.

Ainda de acordo com Débora, ao dotar a comunidade de dignidade e bem-estar o rumo da história pode ser diferente. “Ao longo de todos estes anos, vimos muitas pessoas mudarem de vida a partir do nosso projeto. As crianças cresceram e deram novos rumos às suas vidas. Com certeza se iniciativas semelhantes, sobretudo por parte do Estado, fossem tomadas, não teríamos estes ataques que provam a ausência total de humanidade em nosso país. Ou nos atentamos agora para a realidade destas comunidades ou o Brasil inteiro fracassará enquanto povo”, argumenta.

Débora Braga, tem 57 anos, é natural de São Paulo. É Professora Montessoriana (Especialização na área da educação docente), Pedagoga e ativista pelos direitos da pessoa humana. Há mais de 30 anos dirige o projeto iniciado por sua mãe, a ativista Vera Lúcia Braga, na praia do longa localizada na Ilha Grande-RJ. Também, há nove anos, coordena o mesmo projeto de restauração da dignidade humana na zona cafeeira da Colômbia. Atuou por 12 anos na Multinacional Farmacêutica alemã, Hoechst do Brasil. Presidiu as Associações de Professores, Pais e Alunos – PTA na Westminster School, localizada no México e a PTA da Nicholas School localizada em São Paulo. Fala Francês, Alemão, Inglês, Espanhol e Português.

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Recorde histórico sem chuva pede economia de água em residências

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A região metropolitana de São Paulo bateu o recorde de 100 dias sem chuvas, e o restante do Brasil vai pelo mesmo caminho. O Cantareira, o reservatório que abastece a maior parte das habitações está com 40% de sua capacidade sendo que em 2013, o ano que antecedeu a crise hídrica, ele tinha 53%. As condições climáticas desfavoráveis são um alerta para toda a população e especialistas já avisam que até o fim do ano a previsão é de pouca chuva. O tempo seco por sua vez traz consequências respiratórias e acaba por afetar a saúde de milhares de pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos.

Para que as consequências sejam menores, é necessário trabalhar com a prevenção e uma boa prevenção é a conscientização de todos, mas principalmente de moradores e prestadores de serviço em condomínios residenciais. Estes são inclusive os primeiros a tomarem medidas mais drásticas para combater o problema, enquanto os condôminos fazem a sua parte dentro de casa, por sua vez, o condomínio deve orientar funcionários e colaboradores sobre as melhores medidas a serem praticadas. Os que realizam a limpeza e higienização devem ser os que mais economizam e reutilizam a água para outros proveitos.

Por isso, é preciso desenvolver em cada condomínio um plano emergencial de trabalho que visa o uso mínimo essencial da água. Isso tem que ser contínuo, mesmo que a situação se normalize, pois afinal, como já vimos, ela pode retornar a qualquer momento e ninguém quer voltar aos tempos de racionamento de água. Ao invés de lavar a área externa e a calçada da empresa, basta varrer. Em ambientes internos, um aspirador de pó e pano úmido; ao invés de usar a mangueira, um balde que limita o uso da água, entre outras tantas medidas.

Nas residências dos condomínios, pode-se economizar água com alguns procedimentos básicos, como coletar a água que sai do chuveiro antes de aquecida em um balde e depois utilizá-la no vaso sanitário ou para lavar as sacadas. Pode-se também colocar uma garrafa de 600 mL cheia de água dentro da caixa acoplada para economizar água nas descargas. Em prédios, as caixas-d’água acopladas são os maiores vilões da economia.

Os condomínios também podem adotar alguma medida de captação de água da chuva ou reaproveitamento da água já utilizada. O condomínio já possui um reservatório que capta a água da chuva, no entanto é preciso fazer uma análise desta água, do ponto de vista bacteriológico, para verificar a possibilidade de utilização da mesma. Depois é só providenciar uma bomba para bombear e utilizá-la para lavar e regar as áreas comuns. Assim, evita-se o desperdício, o risco de doenças e ainda contribuímos para o meio ambiente.

Artigo de:

Amilton Saraiva, especialista em condomínios da GS Terceirização.

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