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Saúde & Beleza

Passo a passo: 10 dicas para manter o foco no treino após o Verão

Portal Hortolândia

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Com mudanças climáticas, tendência é perder a empolgação e desistir da atividade física; personal trainer ensina como manter a motivação

Vai Verão, vem Outono. As mudanças climáticas da estação que chega nesta quarta-feira, 20, levam muitas pessoas a desistir da atividade física. As temperaturas caem derrubando, também, a disposição e a intensidade dos treinos. Para não perder os resultados conquistados nos últimos meses, o personal trainer e Head Coach na CrossFit XRhydon, Weslley Barros, dá dicas para se adaptar e manter a rotina de treinos ao longo do ano.   

Atenção especial à alimentação

A atenção à alimentação deve ser redobrada. À medida que cai a temperatura, o corpo exige alimentos mais calóricos. Se não houver foco no treino e na alimentação, o ganho de peso se torna inevitável, anulando todo o esforço feito no verão. “Procure um nutricionista e peça orientação sobre alimentos e suplementação que vão te ajudar a otimizar seus treinos”, ensina o personal trainer Weslley Barros.

Tome bastante água

Com a proximidade dos meses mais frios, o clima fica mais seco e a poluição aumenta. Para evitar problemas de saúde, principalmente irritações nas vias aéreas, hidratar o corpo é fundamental. É importante tomar bastante água antes, durante e depois do treino. Com a saúde em ordem, a rotina de treinos se torna mais fácil.

Durma bem

Dormir bem é fundamental para o bom desempenho nos treinos. Durante a fase de sono profundo produzimos o GH, hormônio responsável pela recuperação do tônus muscular, vigor físico, por diminuir lesões das fibras musculares e pelo crescimento. Além disso, uma boa noite de sono vai proporcionar mais disposição e humor para encarar as atividades físicas.

Conte com ajuda de um profissional

Conte com a ajuda de um coach para potencializar seus treinos.  O profissional de educação física é fundamental para garantir seu empenho e comprometimento com a atividade física. É ele quem vai te orientar, supervisionar e, principalmente, te incentivar quando bater o desânimo.

Seja otimista

Para Weslley Barros, pensar positivo é fundamental para manter-se motivado na rotina de treino. “Encare a atividade física com otimismo e de forma positiva. Isto vai te ajudar a fazer o exercício com mais empenho”, orienta. Uma dica é sempre lembrar dos vários benefícios que a atividade física constante proporciona à saúde e ao bem-estar.

Capriche na playlist

Estudos mostram que a música melhora a performance de treinos que exigem um ritmo elevado por um longo período de tempo, como bicicleta ou corrida. O personal trainer afirma que, além disto, a música tem impacto no humor. Por isto, capriche na sua playlist, faça uma seleção de músicas que você gosta e que te estimulam. A música certa vai te dar mais disposição e energia para realizar o treino.

Defina metas possíveis

Definir metas reais e possíveis é uma das estratégias para evitar frustações e desistência da atividade física. O conselho de Weslley é estipular pequenas metas e, depois de atingi-las, definir novas metas. “Ao criar estes desafios, que podem ser diários, você aumenta a motivação e o compromisso com o treino”, diz Weslley.

Estipule recompensas

Estabelecer pequenas recompensas para cada objetivo alcançado também é uma ótima ideia para manter o foco ao longo do ano. O personal trainer ensina que a estratégia é definir metas, que podem ser mensais ou semanais. E para cada meta alcançada, uma recompensa. Pode ser, por exemplo, um look novo para o treino. 

Anote sua evolução

Registrar suas conquistas é uma ótima forma de manter a motivação. Para Weslley, tão importante quanto anotar a perda de peso e de medidas, é registrar, também, a evolução do desempenho. “Se antes você corria 3k e agora corre 5k, por exemplo, não deixe de anotar. Ao ver que o seu esforço está dando resultados reais, você terá mais fôlego para continuar os exercícios”, comenta.

Compartilhe

Conte seus objetivos e suas metas a pessoas que torcem por você. E compartilhe suas conquistas também. Os amigos poderão te dar apoio e motivação quando bater o desânimo.

Serviço:

CrossFit XRhydon

Endereço: Luiz Camilo de Camargo, 1290, Centro, Hortolândia

WhatsApp: 19 99100 5237 / 19 99405 9887 

Informações: [email protected]

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Saúde & Beleza

Dor nas costas pode esconder outros problemas de saúde, diz especialista

Portal Hortolândia

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A pandemia do novo coronavírus afetou a vida da população de diversas formas e provocou uma série de alterações na saúde dos brasileiros. Em abril, as buscas pela expressão “dor nas costas” no Google dispararam. A razão é o aumento do número de pessoas que sofrem com o problema, conforme constatou um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O levantamento apontou que 41% das pessoas entrevistadas sentem dores na coluna.

Frequentemente, pensamos que a má postura ou permanecer muito tempo sentado são algumas das causas dessas dores, mas o PhD em Neuroanatomia e fisioterapeuta Mario Sabha diz que a dor nas costas é também um indicativo de outros problemas de saúde, como um desequilíbrio na região do baixo ventre. “As dores nas costas podem ter origem nas vísceras baixas ou em órgãos como rins, fígado, útero e intestino”, afirma.

Sabha explica que, em mulheres, a dor na coluna pode ser um sinal de desordens no útero e nas tubas uterinas, que resultam em um desconforto na região lombar que, muitas vezes, exames laboratoriais não detectam.“Essas desordens provenientes de endometriose, vistos, tumores benignos ou malignos no útero, podem causar vários desequilíbrios na cavidade abdominal, afetando os músculos da coluna lombar e suas articulações e isso pode estar diretamente relacionado com as dores nas costas”, explica.

O fisioterapeuta alerta que a prevenção não deve ser feita apenas com atividades de alongamento ou fortalecimento, pois sem o acompanhamento de um profissional que consiga diagnosticar as causas e realizar o reequilíbrio dessas disfunções, as dores podem se agravar. “Existem pessoas que fazem musculação para tentar amenizar o problema e pioram o movimento, pioram as causas e as dores depois do exercício. Agora que estamos ficando mais tempo em casa e, por consequência, mais horas sem nos movimentarmos, é ideal colocar no radar um profissional qualificado que faça um atendimento integral à saúde”, ressalta.

Ele afirma que a osteopatia, a quiropraxia e a medicina tradicional chinesa são grandes aliadas na prevenção e tratamento de dores nas costas e vão além das conhecidas manipulações que promovem estalos na coluna. “Existem técnicas que são realizadas através do abdômen, dos músculos, das articulações, por exemplo. Por meio delas, conseguimos fazer os reajustes necessários para que as compressões na coluna sejam amenizadas. É claro que a racionalização desse trabalho e fortalecimento dos músculos também são importantes, mas em um segundo momento”, afirma.

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IBGE: obesidade mais do que dobra na população com mais de 20 anos

Portal Hortolândia

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Entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade do país mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%.

Já a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade subiu de 43,3% para 61,7% nos mesmos 17 anos. Entre os homens, foi de 43,3% para 60% e, entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%.

Os dados constam do segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, e foram divulgados hoje (21), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2019, uma em cada quatro pessoas de 18 anos ou mais de idade no Brasil estava obesa, o equivalente a 41 milhões de pessoas. Eram 29,5% das mulheres e 21,8% dos homens.

Já o excesso de peso atingia 60,3% da população de 18 anos ou mais de idade, o que corresponde a 96 milhões de pessoas, sendo 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens.

O excesso de peso também ocorria em 19,4% dos adolescentes de 15 a 17 anos de idade, o que corresponde a um total estimado em 1,8 milhão de pessoas, sendo 22,9% de moças e 16% dos rapazes. A obesidade atingia 6,7% dos adolescentes: 8% no sexo feminino e 5,4 % no sexo masculino.

Para a responsável pela pesquisa, a analista Flávia Vinhaes, as causas para o excesso de peso e a obesidade são a baixa qualidade da alimentação do brasileiro e a escassez de atividades físicas. “Faltam políticas públicas estruturadas de combate à obesidade e ao excesso de peso, como o incentivo à ingestão de alimentos saudáveis e à prática esportiva”, indica.

É considerado como excesso de peso o índice de massa corporal (IMC) maior do que 25. A pessoa obesa tem IMC maior do que 30. O IMC é calculado pelo peso em quilograma dividido pelo quadrado da altura em metro.

Segundo o IBGE, a prevalência de déficit de peso em adultos com 18 ou mais anos de idade foi de 1,6%, (1,7% para homens e 1,5% para mulheres), ficando, portanto, bem abaixo do limite de 5% fixado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como indicativo de exposição da população adulta à desnutrição.

Atenção Primária à Saúde

Em 2019, pela primeira vez a Pesquisa Nacional de Saúde coletou informações sobre a Atenção Primária à Saúde (APS). O questionário foi aplicado aos moradores com 18 anos ou mais de idade que tiveram pelo menos dois atendimentos com o mesmo médico em unidades básicas de saúde ou unidades de saúde da família. A meta era avaliar o cuidado médico prestado nessas unidades.

No ano passado, 17,3 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade utilizaram algum serviço da Atenção Primária à Saúde, nos seis meses anteriores à data da entrevista, em mais de um atendimento médico.

As respostas dos questionários receberam valores que foram usados para se calcular o escore geral da APS, que varia de 0 a 10. Segundo o IBGE, um escore igual ou superior a 6,6 aponta excelente qualidade de atenção primária à saúde. O escore geral da Atenção Primária à Saúde obtido na pesquisa no Brasil foi de 5,9.

Para o IBGE, um resultado abaixo de 6,6 significa baixa classificação e revela serviços com baixa presença de atributos da APS, como a facilidade para utilizar os serviços de saúde; a regularidade do serviço de saúde e a relação humanizada entre equipe de saúde e pacientes; a capacidade de garantir a continuidade da atenção ao paciente; a orientação familiar e comunitária.

“Como é a primeira vez que o IBGE faz esse tipo de avaliação, a gente ainda não tem uma forma de avaliar se houve evolução ou não nessa pontuação. A gente, agora, está trabalhando numa linha de base que é esse 5,9”, disse a responsável pela pesquisa.

Pontuação

Ao todo, 69,9% das pessoas de 18 anos ou mais de idade que utilizaram algum serviço da Atenção Primária à Saúde, nos últimos seis meses anteriores à data da entrevista, eram mulheres; 60,9% das pessoas eram pretas ou pardas; 65% tinham cônjuges; e 35,8%, 40 a 59 anos de idade.

Os homens pontuaram a APS com 5,9 e as mulheres, com 5,8. Entre os mais jovens (18 a 39 anos) o escore ficou em 5,6 e, entre os mais velhos (60 anos ou mais de idade), 6,1.

No país, 53,8% dos usuários de APS não tinham uma ocupação, sendo que 64,7% tinham renda domiciliar per capita inferior a um salário mínimo e 32,3%, e se inseriam na faixa de 1 a 3 salários mínimos. As pessoas não ocupadas pontuaram 5,9 e as ocupadas, 5,8.

Das pessoas de 18 anos ou mais de idade que se consultaram com o mesmo médico pelo menos duas vezes, em unidades básicas de saúde, nos seis meses anteriores à entrevista, 94,4% não tinham plano de saúde. Sua avaliação dos atributos da APS teve nota 5,9.

Os moradores cujos domicílios eram cadastrados na unidade de saúde atribuíram um escore geral de 6. Já os moradores de lares não cadastrados avaliaram a APS com escore geral de 5,5. Entre aqueles que receberam pelo menos uma visita de algum agente comunitário ou membro da equipe de saúde, o escore foi 6,1, e para os que nunca receberam qualquer visita destes profissionais, o escore foi de 5,7.

No Brasil, o motivo mais frequente da procura por atendimento médico foi doença ou outro problema de saúde ou continuação de tratamento (52,5%), vindo, a seguir, exames periódicos (40,2%).

fonte ebc

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Estudo da Unicamp comprova que a Covid-19 pode afetar o cérebro

Redação

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Estudo brasileiro divulgado no dia 13 de outubro na plataforma medRxiv comprova que o vírus SARS-CoV-2 é capaz de infectar células do tecido cerebral, tendo como principal alvo os astrócitos. Os resultados revelam ainda que mesmo os indivíduos que tiveram a forma leve da COVID-19 podem apresentar alterações significativas na estrutura do córtex – região do cérebro mais rica em neurônios e responsável por funções complexas como memória, atenção, consciência e linguagem.

A investigação foi conduzida por diversos grupos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP) – todos financiados pela FAPESP. Também colaboraram pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Dois trabalhos anteriores haviam detectado a presença do novo coronavírus no cérebro, mas não se sabia ao certo se ele estava no sangue, nas células endoteliais [que recobrem os vasos sanguíneos] ou dentro das células nervosas. Nós mostramos pela primeira vez que ele de fato infecta e se replica nos astrócitos e que isso pode diminuir a viabilidade dos neurônios”, conta à Agência FAPESP Daniel Martins-de-Souza, professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, pesquisador do IDOR e um dos coordenadores da investigação.

Sintomas persistentes

Em outro braço da pesquisa, conduzido na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, exames de ressonância magnética foram feitos em 81 voluntários que contraíram a forma leve da COVID-19 e se recuperaram. Em média, as avaliações presenciais ocorreram 60 dias após a data do teste diagnóstico e um terço dos participantes ainda apresentava sintomas neurológicos ou neuropsiquiátricos. As principais queixas foram dor de cabeça (40%), fadiga (40%), alteração de memória (30%), ansiedade (28%), perda de olfato (28%), depressão (20%), sonolência diurna (25%), perda de paladar (16%) e de libido (14%).

“Divulgamos um link para que interessados em participar da pesquisa pudessem se inscrever e, para nossa surpresa, em poucos dias já tínhamos mais de 200 voluntários, muitos deles polissintomáticos e com queixas bem variadas. Além do exame de neuroimagem, eles estão sendo avaliados por meio de exame neurológico e testes padronizados para mensurar o desempenho em funções cognitivas, como memória, atenção e flexibilidade de raciocínio. No artigo apresentamos os primeiros resultados”, conta a professora Clarissa Yasuda, integrante do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN).

Foram incluídas na pesquisa somente pessoas que tiveram o diagnóstico de COVID-19 confirmado por RT-PCR e que não precisaram ser hospitalizadas. As avaliações foram feitas após o término da fase aguda e os resultados foram comparados com dados de 145 indivíduos saudáveis e não infectados.

Pela análise dos exames de ressonância magnética foi possível perceber que algumas regiões do córtex dos voluntários tinham espessura menor do que a média observada nos controles, enquanto outras apresentavam aumento de tamanho – o que, segundo os autores, poderia indicar algum grau de edema.

“Observamos atrofia em áreas relacionadas, por exemplo, com a ansiedade – um dos sintomas mais frequentes no grupo estudado. Considerando que a prevalência média de transtornos de ansiedade na população brasileira é de 9%, os 28% que encontramos é um número elevado e alarmante. Não esperávamos esses resultados em pacientes que tiveram doença leve”, afirma Yasuda.

Nos testes neuropsicológicos – feitos para avaliar as funções cognitivas – os voluntários do estudo também se saíram pior do que a média dos indivíduos brasileiros em algumas tarefas. Os resultados foram ajustados de acordo com a idade, o sexo e a escolaridade de cada participante. Também foi considerado o grau de fadiga relatado pelo participante aos pesquisadores.

“A pergunta que fica agora é: serão esses sintomas passageiros ou permanentes? Para descobrir pretendemos continuar acompanhando esses voluntários por algum tempo”, conta a pesquisadora.

Veja a matéria originalmente publicada no site da Agência Fapesp.

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