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Saúde & Beleza

Saúde: Consumo de alface pode ser aliado em momentos de ansiedade

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Cultivada e consumida em todo o território nacional, a alface é um alimento rico em nutrientes e pode ser consumida o ano todo, inclusive no período mais frio. Técnicas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado explicam que a hortaliça é a primeira folhosa introduzida na alimentação e o consumo ajuda a reduzir até mesmo a ansiedade.

Segundo o diagnóstico da Olericultura Paulista do ano passado, 85% dos municípios paulistas cultivam alface, sendo a região de Mogi das Cruzes responsável por aproximadamente 60% da produção estadual, seguida de Ibiúna, com 25%.

“Originária da Europa e da Ásia, a alface pertence à família Asterácea, como a alcachofra, o almeirão e a escarola, sendo conhecida desde 500 anos a.C. Apesar dos hábitos de consumo e das diferenças climáticas, ela é uma hortaliça plantada e consumida em todo o território brasileiro”, afirma Sizele Rodrigues dos Santos, nutricionista do Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans), da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro).

“A alface é uma hortaliça muito comum e presente na mesa do brasileiro. Geralmente, é a primeira folhosa crua a ser introduzida na nossa alimentação. Tem alto poder de saciedade e oferece apenas 15kcal por 100 gramas. Por isso, é tão comum nas dietas de emagrecimento”, completa a nutricionista Beatriz Cantusio Pazinato, extensionista da Divisão de Extensão Rural, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), responsável pelos cursos e treinamentos oferecidos pela pasta em várias localidades do estado de São Paulo.

Propriedades

De acordo com Beatriz, entre as propriedades da alface, destacam-se as vitaminas, como a niacina, que atua na respiração das células e na digestão dos nutrientes. Entre os minerais, a hortaliça possui boas quantidades de fósforo e potássio.

“O fósforo, além de participar da composição dos ossos e de todas as células do nosso corpo, auxilia na formação de músculos e no equilíbrio sanguíneo. O potássio é essencial para a transmissão do impulso nervoso, iniciar as contrações e os movimentos dos músculos, regular os batimentos cardíacos e a pressão arterial”, salienta.

“A alface pertence às plantas do gênero lactuca e produz uma substância chamada lactucina, encontrada principalmente nos talos, sendo conhecida pelas propriedades antitumorais, antimaláricas, calmantes, sedativas, entre outras”, esclarece a engenheira agrônoma Maria Cláudia Garcia Blanco, também da Divisão de Extensão Rural da CDRS e especialista em plantas medicinais.

Segundo Sizele, em razão da presença de vitaminas A, C e K, antioxidantes, magnésio e potássio, a folhosa favorece também o fortalecimento do sistema imunológico. A vitamina A, em conjunto com a luteína e zeaxantina, pode trazer benefícios para a saúde dos olhos, já que são substâncias carotenoides que atuam na redução de doenças oftalmológicas como a catarata, por exemplo. “Alguns estudos também apontam que essa verdura, quando consumida regularmente, pode ser benéfica para o controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol”, afirma.

Compra e armazenamento

No momento da compra, é importante escolher as folhas que estejam firmes, sem manchas e com cor brilhante. Não se devem comprar aquelas que estiverem amassadas, amareladas e com pontos escuros. Ao ser adquirido, o pé de alface pode ser armazenado em sacos plásticos furados e guardados nas gavetas inferiores das geladeiras.

Deve-se lavar folha a folha em água limpa e corrente e as deixar de molho em solução clorada (preparada conforme a recomendação do fabricante, descrita na embalagem da água sanitária ou do hipoclorito), por 15 minutos, aproximadamente. As folhas, já higienizadas e escorridas, podem ser acondicionadas em potes plásticos tampados e armazenados sob refrigeração.

“Para que durem por mais tempo, é importante, periodicamente, remover a água, resultante da respiração das folhas, que se forma no recipiente, evitando-se a aceleração da oxidação e redução da vida útil da folhosa”, alerta Beatriz Cantusio.

Preparo

Qualidades terapêuticas em destaque, a alface costuma ser consumida crua, em saladas ou complementos de lanches; mas também pode ser refogada e fazer parte de algumas preparações como sopas, tortas e patês.

“Não há uma quantidade ideal indicada para consumo, mas recomenda-se a inclusão de seis a 12 folhas nas refeições diárias”, pontua Sizele. Na culinária, pode ser usada em diversas receitas, como em refrescos e sopas. “Agora, com a chegada dos dias mais frios, experimente colocar uma folha de alface picada e sobre ela acrescentar a sua sopa preferida bem fumegante e veja que delícia”, sugere Beatriz Cantusio, que está sempre testando novas receitas na Cozinha Experimental da CDRS.

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Lúpus: saiba as principais características da doença

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Lady Gaga, Selena Gomez, Astrid Fontenelle, Seal, Toni Braxton e Paula Abdul são algumas das celebridades que tornaram público seus diagnósticos de lúpus. A doença inflamatória, crônica e autoimune, faz o sistema imunológico atacar as células do paciente. Os principais sintomas se manifestam na pele, mas também podem ocorrer em órgãos internos, desencadeando diferentes sinais em vários locais do corpo.  

Segundo informações do Ministério da Saúde, o nome da doença surgiu na Idade Média porque as manchas no rosto provocadas pela patologia lembravam o aspecto de algumas espécies de lobos – no latim, lúpus.  

A Sociedade Brasileira de Reumatologia destaca que as causas não são ainda conhecidas, mas os especialistas apontam que o desenvolvimento deve-se a fatores genéticos, hormonais e ambientais. A doença pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum entre pessoas de 20 a 45 anos, mestiças ou afrodescendentes. 

A entidade estima que 65 mil brasileiros tenham a doença, embora não haja estatísticas atualizadas. As mulheres são mais acometidas pela patologia. Conforme o Ministério da Saúde, o lúpus costuma ser de nove a dez vezes mais frequente em mulheres na idade reprodutiva. A Sociedade Brasileira de Reumatologia acredita que uma em cada 1.700 mulheres tenha lúpus. 

As celebridades destacaram em várias oportunidades que decidiram se abrir sobre a doença como forma de chamar a atenção para o diagnóstico, combatendo a desinformação e o preconceito. A Rede D’Or São Luiz ressalta que o lúpus não é uma doença contagiosa.  

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) estabeleceu as diretrizes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do LES. Os parâmetros constam na portaria nº 100, do dia 7 de fevereiro de 2013, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde.  

Se não for controlado, o lúpus pode causar a morte. Diante disso, celebridades e especialistas alertam para a importância do tratamento multidisciplinar, com acompanhamento de especialista em reumatologia, neurologistas, nefrologistas, pneumologistas e dermatologistas, entre outros profissionais para oferecer qualidade de vida ao paciente.  

Sintomas do lúpus  

Os sintomas de lúpus podem surgir ao longo de meses, de forma lenta, silenciosa e progressiva ou fulminante, em semanas. O Ministério da Saúde aponta que as características clínicas e os quadros podem ter fases mais agudas e outras de remissão.  

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lembra que o dermatologista também pode desempenhar um papel importante no diagnóstico. O motivo é que a pele é afetada em 80% dos casos. Um dos tipos é o lúpus cutâneo, quando surgem manchas avermelhadas em formato de borboleta na pele do rosto e em outras áreas do corpo expostas à luz solar, como o colo, os braços e as orelhas. A doença pode causar quedas de pelos e de cabelo. Também é relatada fotossensibilidade. 

A Sociedade Brasileira de Reumatologia explica que o outro tipo é o lúpus sistêmico. Nesse caso, além das manchas na pele, pode haver sinais gerais como febre, fraqueza, desânimo, perda de apetite e emagrecimento. Dependendo do órgão atingido, a pessoa pode reclamar de dor nas articulações, inflamação da pleura ou do pericárdio e hipertensão.  

O Ministério da Saúde aponta ainda como sinais da doença a possibilidade de confusão mental e perda de memória, desconforto geral e ansiedade.  

A Rede D’Or São Luiz também elenca entre os sintomas falta de flexibilidade nos músculos, dor no peito ao respirar fundo, feridas na boca, dor de cabeça e dificuldade para urinar. Este último sinal alerta para um possível desdobramento: a inflamação nos rins, que pode atingir 50% das pessoas com lúpus. 

Os pacientes podem ter ínguas acompanhadas por febre. À primeira vista, o diagnóstico inicial é de infecções como a rubéola ou mononucleose. Também pode haver redução dos glóbulos vermelhos e brancos e das plaquetas, uma vez que os anticorpos atacam essas células do sangue, desencadeando anemia, plaquetomia e leucopenia.  

A SBD cita que a pessoa pode ter desmaios e tromboses. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o paciente pode ter convulsões, alterações de humor, psicoses, depressão, alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal, sintoma menos frequente.  

Diagnóstico do lúpus  

O reconhecimento imediato do lúpus pode ser difícil devido à variedade de sintomas, que apontam para outros quadros de saúde. A Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade do Ministério determina que é fundamental a realização de anamnese, que é a entrevista feita pelo médico ao paciente, além de exame físico completo e exames laboratoriais que podem indicar alterações clínicas da doença.  

Entre as análises no sangue que podem ser solicitadas estão hemograma completo, contagem de plaquetas, proteína C reativa, fosfatase alcalina, velocidade de hemossedimentação (VHS), alanina-aminotransferase (ALT/TGP), aspartato-aminotransferase (AST/TGO), bilirrubinas total e suas frações e desidrogenase láctica (LDH). 

A Sociedade Brasileira de Reumatologia detalha que exames específicos de urina também podem apontar alterações que não só indicam a existência da doença, como se já está em atividade. Tanto a entidade quanto o Ministério da Saúde apontam que outra possibilidade de diagnóstico é a avaliação da presença de autoanticorpos por exames como anticoagulante lúpico, FAN, anti-Sm, anti-DNA nativo, anticardiolipina IgG e IgM, anti-Ro/SSA, anti-La/SSB, e anti-RNP.  

Tratamento  

A Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde preconiza que o tratamento do lúpus deve ser individualizado conforme as particularidades apresentadas pelo paciente, com uso ou não de remédios e adoção de medidas protetivas. A meta é controlar a doença, reduzir efeitos colaterais dos medicamentos e permitir qualidade de vida.  

Entre as medidas não medicamentosas, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do SUS para o lúpus inclui exercícios físicos regulares aeróbicos para melhora e manutenção do condicionamento físico dos pacientes. A orientação é válida nos períodos de remissão e desaconselhada na fase de atividade sistêmica. A pessoa deve fazer tratamento e acompanhamento de doenças que podem ser agravadas pelo lúpus, como osteoporose, diabetes, hipertensão e obesidade.  

A Sociedade Brasileira de Dermatologia ressalta que é importante o tratamento contínuo para reduzir a inflamação no organismo e monitoramento da atividade da doença. Os médicos receitam medicamentos que tratam malária, que podem ser usados em praticamente todos os casos de lúpus, pois ajudam quando a doença ataca os rins, as articulações e a pele.  

Segundo a SBD, o tratamento para lúpus cutâneo é através de cremes ou injeções nos locais onde há manchas, com possibilidade de controle completo. Quando a doença ataca pulmão, rins ou cérebro, também serão necessários medicamentos imunossupressores e pode ser indicada a internação hospitalar.  

Como prevenir o lúpus  

Por ter origem genética, ainda não há formas específicas para impedir o surgimento do lúpus. A SBD ressalta a importância de se chegar ao diagnóstico o quanto antes, já que tratamento precoce contribui para diminuir a forma como o organismo é afetado.  

As pessoas com lúpus devem se proteger do sol, pois a exposição pode desencadear a atividade da doença. Outro vilão para estes pacientes é o cigarro, independente de ser fumante ou convivendo com quem fuma. O motivo é que o tabagismo não só aumenta a atividade do lúpus como diminui a eficácia do tratamento.  

As mulheres com lúpus são orientadas a adiar os planos de gravidez enquanto a doença não estiver controlada. A gestação pode agravar o quadro em até 50% dos casos e aumenta chances de aborto.

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Sedentarismo, obesidade, depressão e ansiedade agravam sintomas da asma

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O sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade são fatores que agravam os sintomas da asma, dificultando seu controle. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e graves.

Essas são as conclusões de estudos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP) e recentemente publicados em dois artigos – um no European Respiratory Journal e outro no Chest Journal. Ambos tiveram o apoio da FAPESP e a coordenação do professor e fisioterapeuta Celso Ricardo Fernandes de Carvalho, da Faculdade de Medicina (FM-USP).

No primeiro estudo, com 296 pacientes brasileiros e australianos, foram apontadas quatro características extrapulmonares importantes a serem consideradas no tratamento da asma: atividade física, obesidade, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que os pacientes formavam grupos com características distintas: 1) participantes com asma controlada e fisicamente ativos; 2) com asma não controlada, fisicamente inativos e mais sedentários; 3) com asma não controlada, baixa atividade física, obesos e que sentiam ansiedade e ou sintomas de depressão; e 4) com asma muito descontrolada, fisicamente inativos, mais sedentários, obesos e com sintomas de ansiedade e ou depressão.

A maioria deles (64%) apresentou alguma complicação nos 12 meses anteriores (por exemplo, hospitalização). Nos grupos foram detectadas 15 comorbidades, entre as mais prevalentes estavam o refluxo gastroesofágico, obesidade, hipertensão, distúrbio psicológico, sinusite e distúrbios do sono.

Os pesquisadores fizeram então uma análise de agrupamento hierárquico para identificar fenótipos clínicos de asma com base em traços extrapulmonares e fatores comportamentais de risco, visando a descrever as características clínicas associadas a esses fenótipos. O trabalho mostrou ainda que o sedentarismo era o fator com maior associação a hospitalização e crises de asma.

“Identificamos quatro fenótipos de asma com base nas características extrapulmonares: níveis de atividade física, obesidade, depressão e sintomas de ansiedade. Nossos dados reforçam a importância de avaliar essas características na prática clínica para individualizar os tratamentos e, assim, melhorar os resultados em pessoas com asma moderada a grave”, concluem os pesquisadores no artigo, cuja primeira autora é Patrícia Duarte Freitas.

No outro trabalho, que avaliou 51 voluntários com idade entre 18 e 60 anos, atendidos pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, a conclusão foi que a atividade física frequente melhorou o controle da doença, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade.

Nesse caso, os voluntários foram divididos em um grupo de intervenção, submetido a uma mudança de comportamento para aumentar a atividade física durante oito semanas, e um de controle, somente com os cuidados habituais.

Foram coletadas informações sobre o controle clínico da asma, atividade física/sedentarismo, comportamento, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono e dados antropométricos.

O controle clínico da asma foi medido por meio de uma ferramenta, chamada ACQ, que compreende sete questões relacionadas a sintomas da doença, medicação e função pulmonar. Os participantes fizeram um diário para relatar exacerbações do quadro durante o período de intervenção. Também foram medidos os níveis de atividade física e sedentarismo, por meio de equipamentos.

Os pesquisadores compararam os dados dos grupos, em ensaio randomizado e controlado, analisando as avaliações antes e após o período de intervenção. “Os resultados sugerem que uma abordagem multidisciplinar para mudança de comportamento pode potencialmente ser uma estratégia complementar ou alternativa que melhora o controle clínico em adultos com asma”, escrevem os pesquisadores.

Segundo Carvalho, o trabalho vem sendo feito desde 2007, quando começaram as pesquisas ligando exercícios, asma e obesidade. Em 2018, uma das publicações do grupo, resultado do doutorado de Freitas, foi premiada pelo European Respiratory Congress, realizado em Paris. O estudo mostrou, à época, que obesos com asma submetidos a uma dieta balanceada e a uma rotina de atividades físicas tiveram melhora significativa na função pulmonar e nos medidores inflamatórios da doença (leia mais aqui agencia.fapesp.br/28868/).

Impacto

A asma, caracterizada pela inflamação das vias aéreas, é considerada uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, afetando cerca de 339 milhões de pessoas, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para aumentar a conscientização sobre a doença, a primeira terça-feira do mês de maio marca o Dia Mundial da Asma, organizado pela Global Initiative for Asthma (GINA). Neste ano, o tema escolhido foi “Descobrindo os Equívocos sobre a Asma”, para chamar a atenção para mitos e conceitos errados, como dizer que a doença só afeta crianças ou é infecciosa.

A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que haja influência de uma série de fatores genéticos, como história familiar de alergias respiratórias, e ambientais. Alguns gatilhos podem piorar os sintomas ou a inflamação dos brônquios. Entre eles estão os alérgicos (pó domiciliar, ácaros, fungos, pólen, pelo de animais), os irritantes (fumaça de cigarro, poluição do ar, aerossóis), a variação climática e até mesmo alteração emocional.

Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada para reduzir e prevenir os ataques, que se caracterizam por falta de ar, tosse e chiado no peito, podendo levar à morte. O tratamento geralmente é feito com medicamentos que aliviam ou controlam os sintomas, principalmente corticoides inalados isolados ou em associação com droga broncodilatadora.

Carvalho destaca que cada vez mais vem ganhando importância o tratamento multidisciplinar, levando em consideração, principalmente, os fatores extrapulmonares, conhecidos como traços tratáveis.

Esses “traços” são características fenotípicas ou endotípicas que podem incluir comorbidades (como ansiedade, disfunção das cordas vocais e refluxo), fatores de risco (como tabagismo e densidade óssea) e habilidades de autocuidado (como aderência à terapia e técnica inalatória). São levados em consideração como parte da estratégia de tratamento das doenças crônicas das vias respiratórias por meio da medicina personalizada.

No último dia 29 de abril, um consórcio formado por médicos, pesquisadores e entidades lançou um site que reúne informações e estudos sobre traços tratáveis. Carvalho participa do grupo e é o único pesquisador representante do continente americano.

“A ideia de um tratamento somente com medicamentos é muito menos eficaz. Temos de pensar em tratamento multiprofissional. Além disso, o paciente também deve começar a tomar para si o comprometimento com os exercícios. Não precisa tentar se transformar em um atleta, basta se comprometer com a caminhada”, diz Carvalho.

Com o apoio da FAPESP, por meio de um Projeto Temático, o professor está agora desenvolvendo uma pesquisa com o objetivo de avaliar o efeito de novas abordagens e de tecnologias para melhorar o tratamento de pacientes com asma moderada e grave. Também será analisado o papel da mudança comportamental em pacientes com outros tipos de doenças respiratórias crônicas, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

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Alimentação balanceada auxilia no ganho de massa magra

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Um jeito simples de explicar o peso corporal é que ele se divide entre massa magra, composta pelos músculos, órgãos e ossos, e massa gorda, composta por gordura e que exerce funções importantes para o organismo, como a proteção dos órgãos vitais contra impactos, isolamento térmico, produção hormonal e reserva energética. Porém, o excesso de massa gorda, pode fazer mal à saúde e, por isso, deve ser controlado.

Além de exercícios específicos, para que haja maior ganho de massa magra e, consequentemente, redução de gordura corpórea, é necessário balancear as refeições e conciliar alimentação, treino e descanso. Pensando nisso, a equipe de Marketing-Nutrição da Ajinomoto do Brasil preparou uma lista de alimentos que auxiliam no ganho de massa magra, seguindo os direcionamentos do conceito Alimentação para Vencer – Kachimeshi®, programa de educação nutricional da Ajinomoto, que está alinhado aos direcionamentos da Política de Nutrição da Ajinomoto do Brasil e visa contribuir com a saúde e a nutrição da população.

  • Cereais e tubérculos

São fontes de carboidratos, energia essencial para o funcionamento do corpo e execução dos exercícios físicos, e se dividem em dois grupos: os alimentos fontes de carboidrato simples, como pão francês, tapioca e bolo simples, que devem ser consumidos na refeição pré-treino – por serem digeridos de forma mais rápida e liberarem glicose na corrente sanguínea com eficácia; e os carboidratos complexos, como batata-doce, arroz integral e pão integral.

“Os carboidratos complexos devem ser consumidos de duas a três horas antes das atividades físicas, ou nas refeições principais, como almoço e jantar, porque são absorvidos de forma mais lenta e liberam energia aos poucos para o organismo”, explica a gerente de Marketing-Nutrição da Ajinomoto do Brasil, Marilia Zagato.

  • Leguminosas e oleaginosas

Leguminosas são ricas em proteínas e seu consumo é ideal para quem quer ganhar massa muscular. Alguns exemplos desses alimentos são feijões e grão-de-bico, que são ótimas opções para complementar o valor nutricional do almoço e do jantar. Já as oleaginosas, como as castanhas, fornecem gorduras boas e energia, e são boas opções para serem consumidas nos lanches entre as refeições e antes dos exercícios.

“Tanto as leguminosas quanto as oleaginosas contêm fibras e nutrientes essenciais. São alimentos que ajudam a manter a saciedade por mais tempo”, afirma a executiva.

  • Carnes e ovos

Fazem parte desse grupo as carnes bovina e suína, frango, peixes e ovos. São os principais alimentos fontes de proteína, e seu consumo é recomendado durante as refeições principais, como almoço e jantar, ou ainda no café da manhã, como ovos mexidos.

“Para as refeições, é recomendada a escolha de cortes mais magros de carnes, como patinho, lagarto e peito de frango, que apresentam menor teor de gordura”, comenta.

  • Leites e derivados

Os leites e derivados, como iogurte, coalhadas e queijos, são ricos em nutrientes, proteínas, vitaminas e minerais, importantes para o bom funcionamento e fortalecimento do organismo.

São boas opções para serem consumidas no café da manhã, lanches ao longo do dia, e também pós-treino, para garantir a reposição de energia e recuperação muscular. “É comum não sentir fome logo após a prática de exercícios físicos”, destaca. “Bebidas como vitaminas de leite com frutas ou iogurte com aveia são alternativas fáceis e nutritivas, mesmo se não houver muito apetite depois de terminar o treino”.

  • Legumes e verduras

Esse grupo dispensa apresentações. As folhas e legumes são muito ricos em antioxidantes, substâncias essenciais para quem pratica exercícios regularmente, pois ajudam a combater os possíveis danos que o estresse das atividades físicas pode causar no organismo.

“Esses alimentos são importantes fontes de fibras, vitaminas e minerais, fundamentais para a saúde”, explica Marilia. “Devem ser consumidos todos os dias, no almoço e no jantar”.

  • Frutas

Além do sabor agradável, as frutas fornecem energia, fibras, vitaminas e minerais. Muitas também contêm antioxidantes, por exemplo, a vitamina C, que auxilia no aproveitamento de outros nutrientes da dieta, como o ferro.

O consumo é indicado três vezes ao dia, podendo compor o café da manhã, lanches e pré-treino. “As frutas que são fontes de vitamina C, como laranja, maracujá, tangerina e mamão, são boas pedidas para a sobremesa”, ressalta.

  • Açúcar, sal e gorduras

Esse grupo deve ser consumido com moderação, e pertencem a ele manteiga, óleos, azeite de oliva, sal, açúcar e doces. Dentre os alimentos fontes de gorduras, o azeite de oliva é rico em gorduras boas e antioxidantes, sendo uma boa opção para temperar saladas e preparar refeições.

O açúcar presente nos doces é fonte rápida de glicose para o organismo, oferecendo energia para a prática de atividades físicas, por isso, o melhor momento do dia para o consumo é na refeição pré-treino.

Sobre a Ajinomoto do Brasil

Presente no Brasil desde 1956, a Ajinomoto do Brasil se empenha em oferecer produtos de qualidade tanto para o consumidor como insumos para as indústrias alimentícia, cosmética, esportiva, farmacêutica, de nutrição animal e agronegócios. Atualmente, a unidade brasileira é a terceira mais importante do Grupo Ajinomoto fora do Japão, atrás apenas da Tailândia e dos Estados Unidos. A linha de produtos da empresa voltada ao consumidor é composta pelo tempero umami AJI-NO-MOTO®, AJI-SAL®, Tempero SAZÓN®, Caldo SAZÓN®, SAZÓN® Tempera & Prepara, RECEITA DE CASA™, HONDASHI® e SABOR A MI®, além das sopas individuais VONO® e da linha de sopas cremosas e claras VONO® Chef. Também se destacam os refrescos em pó MID® e FIT Zero Açúcar, o azeite de oliva extra virgem TERRANO™ e o azeite de oliva tipo único TERRANO™, o SATIS!® Molho Shoyu, além de aminoVITAL® GOLD, produto composto por nove aminoácidos essenciais para a recuperação de atletas e entusiastas do esporte. No Brasil, a companhia também atua no segmento de food service (alimentação fora do lar). Com quatro unidades fabris, localizadas no estado de São Paulo, nas cidades de Limeira, Laranjal Paulista, Valparaíso e Pederneiras, e sede administrativa na capital, emprega cerca de 3 mil funcionários e atende tanto ao mercado interno como ao externo. A Ajinomoto, multinacional japonesa com sede em Tóquio, é referência mundial em aminoácidos. O Grupo Ajinomoto obteve um faturamento global de US$ 10,1 bilhões e nacional de R$ 2,4 bilhões no ano fiscal de 2019. Atualmente, está presente em 35 países, possui 121 fábricas e cerca de 34 mil funcionários em todo o mundo.

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