A recente decisão da UEFA de romper laços com a FIFA e boicotar suas competições promete afetar diretamente a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para ocorrer no Brasil. Anunciada nesta quinta-feira (30), essa escolha levanta incertezas sobre a participação de seleções europeias de destaque no torneio.
Este evento representará a primeira vez que o continente sul-americano sedia uma edição do Mundial feminino. O Brasil, já classificado por ser anfitrião, está se mobilizando para receber o evento. Recentemente, o governo federal aprovou uma lei que estabelece feriados nos dias dos jogos da Seleção Brasileira, além de ajustes no calendário escolar durante o evento.
Após uma reunião de emergência com suas 55 federações afiliadas, a UEFA oficializou sua ruptura com a FIFA. A entidade europeia decidiu que as seleções do continente não participarão de torneios organizados pela FIFA enquanto houver debates sobre o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que propõe a abertura de capital das competições a investidores privados.
A proposta da FIFA visa arrecadar mais de R$ 20 bilhões em vendas de ações. Embora a entidade afirme que parte dos recursos beneficiaria as seleções nacionais, a UEFA optou por não aceitar a proposta.
A ausência das seleções europeias poderia significar a falta de grandes potências do futebol feminino na Copa do Mundo Feminina de 2027, como Alemanha, Inglaterra, França, Espanha, Holanda e Suécia. Estas equipes são não apenas candidatas ao título, mas também atraem significativo interesse comercial e midiático.
Sem suas participações, o nível técnico do torneio seria comprometido, além da visibilidade, arrecadação por direitos de transmissão e o engajamento do público, especialmente em um momento crucial para a consolidação do futebol feminino a nível global.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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