A Secretaria de Políticas para as Mulheres realizou, no dia 3 de setembro, uma palestra na EJA/FUMEC Campo Grande sobre violência contra a mulher e a rede de proteção disponível no município. O encontro reuniu 43 alunos e alunas de três turmas do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) no EJA 1, com idades que variam entre 21 e 82 anos.
A coordenadora de Enfrentamento à Violência da Secretaria, Grasiela Bispo, destacou a importância de discutir o tema com um público diversificado e compartilhar informações sobre o que caracteriza violência doméstica. Entre os pontos abordados, foi ressaltada a inclusão da violência vicária na Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, uma forma de violência ainda pouco conhecida que envolve o uso dos filhos pelo agressor para prolongar o controle e abuso contra a mulher.
Foram explicados também os serviços oferecidos pelo Centro de Atendimento à Mulher (CEAMO) e os equipamentos integrantes da rede de proteção municipal, para ampliar o acesso das mulheres a recursos de acolhimento e denúncia.
A professora Ester Costa de Oliveira Dias, que participou do evento, ressaltou que a palestra complementou seu trabalho sobre violência contra a mulher com os alunos. A partir dos relatos dos estudantes sobre experiências pessoais ou de pessoas conhecidas, a turma desenvolveu um cordel educativo sobre a temática, que incorporou também recursos de inclusão digital e inteligência artificial.
A violência vicária envolve manipulação das crianças, ameaças relacionadas à guarda e pensão alimentícia, abusos emocionais e, em casos extremos, até o assassinato dos filhos pelo agressor, configurando uma prática profundamente ligada ao patriarcado. Esse tipo de violência causa traumas significativos em mães e crianças, demonstrando a vulnerabilidade dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes frente a essas situações.
É uma forma de violência em que o agressor usa os filhos para continuar controlando e abusando da mulher, frequentemente após separação, causando danos emocionais e físicos.
A Lei Maria da Penha oferece mecanismos legais para proteção das mulheres contra a violência doméstica e estabelece uma rede de atendimento e apoio às vítimas.
Elas podem procurar o CEAMO ou outros equipamentos da rede de proteção do município indicados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres para receber orientações e apoio.
A educação contribui para informar sobre direitos, identificar formas de violência e estimular a denúncia, fortalecendo uma cultura de respeito e proteção.
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