Médica destaca que genética não é a única responsável pelas falhas na barba e orienta sobre alimentação, cuidados com a pele e tratamentos especializados
A barba deixou de ser apenas uma tendência estética para se tornar parte da identidade e do estilo de muitos homens. No entanto, nem sempre basta deixar os pelos crescerem. Falhas na barba continuam sendo uma queixa frequente e podem comprometer tanto a aparência quanto a autoestima masculina.
No mês em que é celebrado o Dia do Homem (15 de julho), especialistas reforçam que o cuidado com a barba faz parte da saúde e do bem-estar. O tema acompanha uma mudança de comportamento: cada vez mais homens investem em cuidados pessoais e procuram tratamentos voltados à estética masculina.
Segundo levantamento da Business Research Insights, o mercado global de beleza deve crescer de US$ 831,61 bilhões em 2026 para US$ 1,52 trilhão até 2035, impulsionado também pelo aumento da procura masculina por serviços especializados.
De acordo com a médica Dra. Angela Helena Perretto, responsável técnica nacional da Homenz, rede especializada em saúde e estética masculina, as falhas na barba nem sempre têm origem exclusivamente genética.
"Além da predisposição genética, alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças dermatológicas e até fatores emocionais, como o estresse, podem interferir na atividade dos folículos pilosos", explica.
Segundo a especialista, após avaliação médica é possível identificar a causa do problema e definir um tratamento personalizado, que pode incluir suplementação, uso de tônicos e tecnologias específicas para estimular o crescimento dos fios.
Uma barba saudável começa pela pele.
O excesso de oleosidade, resíduos acumulados e processos inflamatórios podem prejudicar o funcionamento dos folículos pilosos e dificultar o crescimento uniforme dos pelos.
A limpeza diária ajuda a remover impurezas, controlar a oleosidade e preservar a barreira natural da pele, criando um ambiente mais favorável ao desenvolvimento dos fios.
A alimentação influencia diretamente o crescimento da barba.
Nutrientes como proteínas, ferro, zinco, vitamina D e vitaminas do complexo B participam da formação dos pelos.
Quando há deficiência desses nutrientes, o organismo pode reduzir a velocidade de crescimento e diminuir a densidade da barba.
Segundo a médica, em alguns pacientes, apenas a correção de deficiências nutricionais já proporciona melhora significativa na qualidade dos fios.
Vitaminas, suplementos alimentares e tônicos podem auxiliar no fortalecimento dos folículos pilosos, mas devem ser utilizados apenas após avaliação profissional.
Cada organismo possui necessidades diferentes e o uso indiscriminado desses produtos pode não trazer resultados.
A recomendação é realizar exames e consultar um especialista antes de iniciar qualquer suplementação.
Quando os cuidados diários não são suficientes, alguns procedimentos podem estimular o crescimento da barba.
Entre eles estão:
Esses tratamentos devem ser realizados com acompanhamento especializado e de forma individualizada.
O crescimento dos pelos ocorre em ciclos naturais e varia de pessoa para pessoa.
Por isso, os resultados costumam aparecer de maneira gradual e podem exigir acompanhamento por até um ano.
Segundo a especialista, o monitoramento permite avaliar a resposta do organismo e ajustar o tratamento conforme a evolução de cada paciente.
O aumento da procura por tratamentos para barba acompanha um movimento maior de valorização do autocuidado entre os homens.
Hoje, procedimentos voltados à saúde da pele, dos cabelos e da barba fazem parte da rotina de muitos brasileiros, refletindo uma mudança de comportamento em que cuidar da aparência também significa investir em qualidade de vida e bem-estar.
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