Hortolândia sanciona Lei Manuela e torna obrigatórios dispositivos de segurança em piscinas coletivas

Nova legislação busca prevenir acidentes fatais em piscinas de condomínios, clubes, hotéis e academias; descumprimento poderá gerar multa

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A Prefeitura de Hortolândia sancionou a Lei nº 4.654/2026, conhecida como Lei Manuela, que estabelece novas regras de segurança para piscinas de uso coletivo no município. A legislação, publicada no Diário Oficial em 17 de junho e sancionada pelo prefeito Zezé Gomes, torna obrigatória a instalação de dispositivos de proteção nos sistemas de sucção das piscinas para reduzir o risco de acidentes graves.

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A proposta é de autoria do vereador Nei Prazeres (PP) e tem como objetivo ampliar a segurança de milhares de moradores que utilizam piscinas em condomínios residenciais, clubes, academias, hotéis, pousadas e outros espaços de uso coletivo.

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Lei Manuela exige dispositivos de proteção em piscinas

A nova legislação determina que todas as piscinas de uso coletivo instaladas em Hortolândia deverão possuir equipamentos de segurança nos sistemas de sucção.

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Entre as exigências previstas estão:

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  • Instalação de dispositivos de proteção nos sugadores;
  • Sistema de alívio de pressão ou desligamento imediato dos motores de sucção;
  • Adequação de cascatas e equipamentos similares que utilizem sistemas de aspiração.
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A medida busca impedir acidentes provocados pela força de sucção das bombas, que podem prender cabelos, partes do corpo ou roupas dos usuários.

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Condomínios, clubes e hotéis deverão se adequar

A obrigatoriedade vale para diversos estabelecimentos que disponibilizam piscinas coletivas, incluindo:

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  • Condomínios residenciais horizontais e verticais;
  • Clubes recreativos e esportivos;
  • Academias;
  • Hotéis e pousadas;
  • Associações de moradores;
  • Demais empreendimentos com piscinas de uso comum.
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Além da instalação dos equipamentos, empresas responsáveis pela construção, reforma ou manutenção das piscinas deverão fornecer certificados que comprovem a conformidade dos dispositivos com as normas técnicas de segurança.

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Descumprimento poderá gerar multa

A Lei Manuela também prevê sanções para quem não cumprir as exigências.

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Os responsáveis pelas piscinas deverão manter os equipamentos em conformidade com a legislação, sob pena de aplicação de multas previstas na norma municipal.

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Lei homenageia menina que morreu em acidente em piscina

A legislação recebeu o nome de Lei Manuela em homenagem à menina Manuela Cotrin Carósio, que morreu em novembro de 2024, aos 10 anos, após ter os cabelos sugados por um dispositivo irregular instalado na piscina de um hotel em Campinas.

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Após a tragédia, a mãe da criança, Carina Cotrin, iniciou uma mobilização para incentivar municípios brasileiros a criarem leis semelhantes, buscando evitar que novos acidentes aconteçam.

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Vereador destaca importância da medida

Autor do projeto, o vereador Nei Prazeres afirmou que a nova legislação representa um avanço na proteção das famílias.

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Segundo o parlamentar, a estimativa é de que aproximadamente 50 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente apenas considerando os moradores de condomínios residenciais com piscinas coletivas em Hortolândia.

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"Queremos que as famílias possam aproveitar os momentos de lazer com muito mais segurança", destacou.

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Lei já foi adotada por outras cidades

Além de Hortolândia, a Lei Manuela já está em vigor em municípios como:

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  • Campinas;
  • Paulínia;
  • Itatiba.
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Recentemente, a Câmara Municipal de Nova Odessa também aprovou projeto semelhante.

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De acordo com Carina Cotrin, iniciativas inspiradas na Lei Manuela já foram aprovadas ou estão em tramitação em mais de 40 municípios brasileiros, ampliando a conscientização sobre a necessidade de reforçar a segurança em piscinas de uso coletivo.

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Objetivo é evitar novos acidentes

Especialistas apontam que dispositivos de sucção inadequados representam um dos principais fatores de risco em piscinas, especialmente para crianças.

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Com a nova legislação, Hortolândia busca reduzir significativamente esse tipo de ocorrência, exigindo padrões mínimos de segurança e tornando obrigatória a adoção de equipamentos capazes de interromper imediatamente a força de sucção em situações de emergência.

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