O que esperar do clima no verão de 2022

De acordo com o site MetSul, o verão 2021/2022 começou nesta terça-feira (21) no Hemisfério Sul às 12h59 (hora de Brasília). A estação tem início com o Pacífico Equatorial Central sob a influência do fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. É o segundo verão seguido com La Niña e que deve atingir seu pico agora ao redor da virada do ano com intensidade moderada.

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A La Niña persistirá o verão inteiro, mas com tendência de enfraquecimento no decorrer da estação. Isso, contudo, não significa que seu efeito no clima cesse ou se atenue de imediato.

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Neste verão, a chuva tende a ser ainda mais irregular do que o normal com valores abaixo das médias históricas e déficit de precipitação em muitas áreas. Em algumas regiões, no decorrer da nova estação, a estiagem pode atingir níveis de moderada a forte com possibilidade de ser severa em alguns municípios.

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O verão é a época em que tradicionalmente ocorrem pancadas localizadas e passageiras de chuva que se dão, em regra, da tarde para a noite em dias de calor e umidade alta. Não raro chegam são acompanhadas de temporais, alguns fortes de vento e granizo, e podem despejar volumes altos de chuva em curto período com transtornos nas cidades por alagamentos.

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Casos mais extremos, sobretudo em dias de calor muito intenso com marcas entre 35ºC e 40ºC, trazem até tempestades severas com estragos por granizo, chuva excepcionalmente volumosa em curto período, vendavais, tornados e correntes descentes violentas de vento (downburst), como se viu em Porto Alegre em 29 de janeiro de 2016.

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No Brasil, a chuva tende a ficar acima da média em muitas áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e do Nordeste, permitindo uma recuperação mesmo que parcial dos reservatórios das hidrelétricas.

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A chuva pode ficar acima ou muito acima da média em pontos do Mato Grosso, Goiás, Centro e Norte de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins e na maior parte do Nordeste. Em áreas do Norte do Mato Grosso do Sul, Sul do Mato Grosso, Goiás, Norte de Minas Gerais e no Oeste e no Sul da Bahia o verão deve ter chuva muito acima da média com elevado risco de novos desastres pelo excesso de precipitação.

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Os tradicionais episódios de chuva excessiva do verão que trazem inundações e deslizamentos, não raro de forma trágica, têm um maior risco de ocorrência neste verão no Sudeste e mesmo em áreas do Nordeste, inclusive em regiões que são tradicionalmente conhecidas pela seca.

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