A avenida John Boyd Dunlop (JBD), em Campinas, vem registrando uma queda significativa nos acidentes e mortes no trânsito desde 2023. Um estudo da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) aponta uma redução de 9% na média trimestral de sinistros, caindo de 65,9 para 60,8 entre 2023 e 2026, e de 29% nas ocorrências fatais, com uma média de 1,7 mortes por trimestre frente a 2,4 anteriormente. Isso significa que cerca de três vidas passaram a ser salvas por ano na via.
Com 12,4 km por sentido, a avenida tem um fluxo diário de aproximadamente 62 mil veículos. Em um panorama de cinco anos, as mortes no local foram reduzidas em 69%, somando nove vidas salvas de 2021 a 2025, quando os óbitos diminuíram de 13 para quatro. Apesar disso, a JBD ainda concentra 5,4% das 74 mortes ocorridas em vias urbanas de Campinas em 2025. Até julho de 2026, foram registradas duas mortes na avenida, envolvendo um motociclista e um pedestre.
O cruzamento da JBD com a avenida Mário Scolari, que liderava o ranking dos 50 pontos críticos da cidade, caiu para a oitava posição entre 2023 e julho de 2026. Intervenções na geometria, sinalização e circulação implementadas em 2023 buscaram reduzir a velocidade, risco de colisão e a exposição de pedestres. Consequentemente, os sinistros no local caíram 18,5%, de sete para 5,7 por trimestre, e a gravidade, medida pela Unidade Padrão de Severidade (UPS), diminuiu 18,6%.
A queda nas mortes reflete esforços da Emdec, que incluem:
Apesar dos avanços, a avenida John Boyd Dunlop lidera em condutas de risco entre janeiro e agosto de 2026, com 94,8 mil autuações, o que representa 16,3% do total em Campinas. Em 2025, esse índice ultrapassou 16%, somando 132.961 penalidades.
A combinação de redesenho viário, fiscalização eletrônica reforçada, remanejamento estratégico de radares, operações integradas de fiscalização e campanhas educativas foram fundamentais para melhorar a segurança.
Foram realizadas intervenções na geometria da via, na sinalização e na circulação para reduzir velocidade e riscos, além de proteger pedestres, o que resultou na queda do cruzamento do primeiro para o oitavo lugar no ranking dos pontos críticos.
Foram nove vidas salvas entre 2021 e 2025, com a redução das mortes de 13 para quatro nesse período.
A velocidade máxima permitida na JBD é de 50 km/h, fiscalizada por radares ao longo da via.
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